15 de set. de 2012

Pode dirigir durante a gestação?



Dr. Eduardo Cordioli, Coord. da Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein

Como médico, posso afirmar que não há contraindicação para dirigir durante o período de gravidez. Próximo do final da gestação, devido ao aumento do útero e do abdome, dirigir fica mais difícil, mais incômodo para as mulheres. O que não recomendamos é guiar após 36 semanas de gestação. No entanto, se não há queixa da futura mãe, não há por que abandonar o volante.

Mas é evidente que há medidas a serem tomadas para garantir toda a segurança, tanto da mãe quanto do bebê. Com elas, a gestante pode dirigir com tranquilidade. O banco da motorista precisa ficar o mais distante possível do volante, sem que isso prejudique a dirigibilidade e o acesso aos pedais. Assim, mesmo que o airbag seja acionado, a gestante não passará por nenhum problema.

Concomitantemente, ela deve fazer uso do cinto de segurança de três pontos com a faixa subabdominal colocada abaixo da protuberância abdominal, ao longo dos quadris e na parte superior das coxas. O correto é que essa faixa cruze o meio do ombro passando entre os seios e na parte lateral do abdome, nunca sobre o útero. Dessa maneira, o cinto de segurança continua protegendo e fica confortável para a mulher que está grávida.

Se possível, o estresse no trânsito deve ser evitado. Ele é ruim para qualquer pessoa, inclusive para as gestantes. Também é costume não recomendar viagens muito longas. Se encarar a estrada é inevitável, o ideal é fazer mais pausas durante o trajeto, usar meias elásticas para evitar o inchaço e hidratar-se sempre. Tomando todas essas precauções, a grávida pode continuar dirigindo com tranquilidade até a 36ª semana.

O estresse acaba atrapalhando

Renata Ferraz. jornalista e à espera de Manuela

Minha gravidez está bem tranquila. Às vezes até me esqueço de que estou grávida. Mas como sou muito estressada no trânsito, quando acontece algo que geralmente me tiraria do sério ou se penso em fazer uma ultrapassagem mais ousada, olho para a barriga e lembro-me de que agora não estou mais sozinha. Se acontecer algo, posso prejudicar o meu bebê.

Por isso, minha preocupação ao volante mudou. Tento ser uma motorista mais comedida e consciente. Não sou contra deixar de dirigir na gravidez. Mas sou contra manter a mesma conduta desenfreada nas ruas.

Meu médico não me deu nenhuma recomendação especial em relação ao trânsito. Contudo, tento relevar a barbeiragem e a falta de educação dos outros motoristas. Faço um exercício diário para manter a calma e não ficar muito nervosa.

Acho que, pelo próprio instinto de proteção, estou dirigindo com mais calma, embora não seja fácil no trânsito caótico que enfrento todos os dias. Não sou exatamente contra qualquer grávida parar de dirigir, até porque continuamos tendo compromissos e, com a chegada do bebê, a agenda fica ainda mais apertada: ir ao médico, fazer exames, comprar roupinhas, preparar o quarto.

É preciso ter cautela. Não dá para manter o mesmo ritmo de vida. O pior de dirigir grávida não é o volante, é o estresse. Se já é difícil enfrentar o dia a dia, estando grávida é ainda pior. O importante é manter a calma para não prejudicar o bebê. Já estou com sete meses e, daqui para a frente, se a médica não proibir, pretendo continuar dirigindo. Mas é claro que vou diminuir o ritmo e não ir a lugares muito distantes.

Fonte: Via Carros

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