27 de nov. de 2013

Teste reprova cadeirinhas usadas para transportar crianças.


Um teste feito com as cadeirinhas usadas para transportar crianças nos carros mostrou que o equipamento não oferece a segurança ideal para evitar ferimentos no caso de acidentes.
Num impacto frontal, as cadeirinhas protegem bebês e crianças maiores. Mas no caso de um impacto lateral elas não se mostraram tão seguras: os bonecos batem com a cabeça na porta.
Os testes realizados na Alemanha avaliaram 16 modelos de cadeirinhas disponíveis no mercado brasileiro. Nenhum alcançou o índice máximo de segurança.
Desde que virou lei, o uso das cadeirinhas se popularizou no Brasil. Uma pesquisa recente da ONG Criança Segura mostrou que 57% dos pais já não abrem mão deste acessório. Apesar dos testes terem apontado problemas, a ONG garante que essa é ainda a melhor forma de transportar uma criança.
“As crianças estão mais seguras do que qualquer adulto numa cadeirinha, ela tem uma chance de sobrevida de até 70%, de sobreviver no caso de um acidente. E a gente está vendo isso acontecer. Já reduziu 40% das mortes nas estradas federais”, afirma Alessandra François, coordenadora nacional da ONG Criança Segura.
A instalação correta faz toda a diferença. Para os bebês de até um ano e meio e 18 quilos, o modelo indicado é aquele em que a criança fica de costas para o banco do motorista.
Fonte: G1
“Tudo que for vermelho, é uma passagem, é uma indicação de passagem do cinto”, explica Alessandra.
Dos 18 kg aos 36 kg a criança vai para uma cadeirinha maior.
O analista de sistemas Alessandro Bolognesi se preocupa com a segurança dos filhos e comprou cadeirinhas que ele considera adequadas para cada um: “A gente fez uma pesquisa, mas foi a qualidade, o selo do Inmetro para ter segurança e também um pouco preço, mas principalmente a qualidade e a segurança”.
Segundo o Ministério da Saúde, em média 760 crianças menores de dez anos são internadas todos os anos na rede pública de saúde por conta de acidentes com veículo motor.
O uso da cadeirinha é obrigatório por lei desde 2010. 
E a ONG Criança Segura diz que, embora não tenham alcançado a nota máxima, as cadeirinhas brasileiras estão dentro dos padrões europeus de segurança.