26 de jan. de 2014

Mudanças podem diminuir risco de acidentes com pedestres.


Todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 270 mil pedestres perdem a vida no trânsito, enquanto outros sobrevivem com lesões e podem ficar incapacitados ou com dificuldades de mobilidade. Nas América do Sul, Norte e Central, as mortes de pedestres representam, em média, aproximadamente 20% do total de óbitos registrados no trânsito.

Para reverter este quadro, a OMS lançou no Brasil o manual ‘Segurança de Pedestres’. Voltado para gestores públicos e profissionais da área de transporte, a publicação traz informações como os principais fatores de risco, formas de avaliar se as vias oferecem segurança para quem anda a pé, e sugestões para implementação de medidas eficazes.

O manual destaca a importância de se discutir engenharia de transito, legislação e fiscalização, além de medidas voltadas à mudança de comportamento de pedestres e motoristas. A OMS também chama a atenção para os benefícios da caminhada, que deve ser promovida como um modo de transporte. Os pontos positivos são melhorias na saúde e preservação do meio ambiente.

Mudanças no trânsito que podem trazer mais segurança aos pedestres, por exemplo, são intervenções para reduzir a exposição aos locais por onde trafegam os veículos (construção de calçadas, melhorias em faixas de pedestres, instalação de mais semáforos, passarelas ou passagens subterrâneas). O incentivo à redução da velocidade máxima dos automóveis, por meio de lombadas, rotatórias e sonorizadores, é outra medida eficaz.

O manual da OMS também destaca que é preciso melhorar a visibilidade entre pedestres e veículos motorizados (melhorias nas travessias, iluminação de vias e instalação de sinais sonoros em vias com cruzamento de pedestres) e promover campanhas para conscientizar os cidadãos, além de aplicar ou elaborar leis mais severas para os motoristas que desrespeitam as leis de trânsito.

Os pedestres feridos em acidentes de trânsito merecem atenção especial, destaca a OMS. A entidade salienta que um atendimento eficiente, após a ocorrência, pode minimizar as consequências de ferimentos graves e poupar muitas vidas. Um sistema integrado de atendimento – primeiros socorros, acesso a serviços de emergência, transporte apropriado ao hospital, diagnóstico rápido, tratamento intensivo e reabilitação – é fundamental para diminuir o número de vítimas fatais no trânsito.

Idosos
Diversos fatores – mobilidade reduzida e menor acuidade visual e auditiva, por exemplo - contribuem para aumentar o índice de acidentes com pedestres idosos, cuja segurança também é discutida pelo manual. Algumas medidas podem ser implementadas para diminuir o problema: instalação de ilhas de refúgio ou canteiros centrais, aumento do tempo para o cruzamento de vias com semáforo e reparação de meio-fio e rampas de acesso quebradas.


Com informações da Agência CNT de Notícias