6 de fev. de 2014

Grandes seguros para pequenas empresas.


Com coberturas cada vez mais específicas para os pequenos negócios, os seguros para proteger empresas contra perdas patrimoniais começam a entrar no radar desses empreendedores. Segundo Neival Freitas, diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o volume de prêmios de seguros empresariais foi de R$ 1,83 bilhão de janeiro a novembro de 2013, superior ao montante de R$ 1,58 bilhão de igual período de 2012.
“As pequenas empresas já respondem por 60% do total de contratações do seguro compreensivo empresarial. Até novembro do ano passado, o incremento foi de 15,9% em relação ao mesmo período de 2012. Atualmente, há mais de 30 seguradoras com produtos para esse segmento de empresas, cada vez mais diferenciados e que atendem nichos específicos”, conta o diretor. Isso começa a incluir os Microempreendedores Individuais (MEIs).
Riscos
Pensar nos riscos aos quais o estabelecimento está sujeito e fazer um diagnóstico do que pode ser um prejuízo severo para a empresa são atitudes iniciais de quem pretende contratar seguros compreensivos, que abrangem um conjunto de coberturas. O produto mais contratado é o que protege contra incêndio, raio e explosão. São riscos que podem causar grandes prejuízos, porém são de baixa frequência e, portanto, de custo mais acessível para pequenos empresários. O segundo tipo de seguro bastante procurado é o que protege contra prejuízos causados por danos elétricos e o terceiro, contra roubo.
Fábio Tulmann, superintendente de Property e Energy Lines da Zurich Seguros, tem a percepção no seu dia a dia que os empresários de pequeno e médio portes estão cada vez mais conscientes e buscando proteção. O segmento já representa 30% da carteira total da seguradora, que assume riscos de até R$ 100 milhões de empresas, sem delimitar por tamanho (pequena, média ou grande). Além do seguro tradicional contra incêndio, explosão, raio e vendaval, a seguradora oferece produtos que cobrem tumultos, danos elétricos e roubo. “Oferecemos uma consultoria ao empresário para que possa definir entre um seguro ou outro e uma cobertura ou outra. Não temos produtos prontos e atendemos caso a caso”, completa.
Levando em conta essa nova percepção, as seguradoras apostam nas vendas de novas coberturas para as empresas pequenas e médias. Segundo Freitas, da FenSeg, uma cobertura que tem potencial para atrair empresários é a que protege contra danos a terceiros. “É uma modalidade que tende a crescer porque a Justiça brasileira começa a atuar mais rapidamente na busca da responsabilidade de quem provocou o dano. Além disso, as pessoas se conscientizaram e acessam mais os órgãos de defesa do consumidor e a própria Justiça em busca dos seus direitos”, afirma Freitas. Hoje esse tipo de cobertura está mais associada ao seguro de veículo, no qual a seguradora indeniza o dano ao terceiro, causado por seu cliente.
Terceiros
Danilo Silveira, superintendente de Seguros Tradicionais do Grupo Segurador BB e Mapfre, lembra que houve um crescimento de 20% na procura pelo seguro que reúne coberturas contra greves, tumultos e atos dolosos, em parte por causa das manifestações que tomaram as ruas no ano passado. “Houve procura maior, mas o nível de contratação foi baixo. Uma cobertura que é importante e pouco contratada pelas empresas é a de lucro cessante, no qual o empresário é indenizado caso sofra um dano material e tenha de parar suas atividades por um tempo, ficando sem geração de receita. Mas não é do dia para a noite. Há um período de quatro dias de franquia”, afirma.
Outra cobertura cujo preço depende muito da região e da frequência de ocorrência é a de alagamentos.
Outra inovação importante, dirigida a um público específico, é a que vem sendo trabalhada pelo Grupo BB e Mapfre: um seguro voltado para microempreendedores individuais (MEIs), que trabalham no local onde moram. Assim, o produto tem coberturas tanto para a residência quanto para a atividade empresarial. O público são manicures, cabeleireiras, donos de oficinas mecânicas, sapatarias e demais estabelecimentos que dividem o endereço comercial com o residencial. “Na contratação, o empreendedor não precisa fazer a declaração de bens para itens de até R$ 800 nos casos de roubo e nem ter inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), já que o contrato é realizado no nome da pessoa física”, completa. Silveira diz que o valor desse seguro depende do ramo de atividade, das coberturas escolhidas e das medidas de segurança que o empreendedor adota no imóvel. De forma geral, a empresa assegura itens que totalizam o valor de até R$ 15 milhões para pequenas e médias empresas.
Assistência 24 horas
Boa parte do sucesso do seguro entre os pequenos e médios empresários, segundo Freitas, tem sido a assistência 24 horas, que cobre a necessidade de reparos imediatos e emergenciais. “É um valor agregado ao seguro. A empresa pequena não tem estrutura para atender os pequenos reparos necessários no dia a dia com agilidade, situação parecida com a do cliente residencial. Para o empreendedor não compensa ter um profissional só para isso.
Por isso, todos os seguros oferecem”, afirma o diretor da FenSeg. Tulmann, da Zurich, diz que a assistência 24 horas é um serviço agregado importante e faz parte de seguros com riscos avaliados em até R$ 12 milhões. Silveira, da BB e Mapfre, diz que os serviços da assistência 24 horas acabam sendo mais acessados pelos pequenos e médios empresários do que o próprio seguro. “A pequena empresa gosta do serviço. Oferecemos chaveiro, vidraceiro, instalação de aparelhos, consertos de eletrodomésticos”, diz.

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Fonte: CQCS